Prece
Postado por Luiz Alberto Junior às Quinta-feira, Junho 04, 2009 3 viajantes dos limiares
Novidades!
A outra novidade é o blog novo, esse exclusivo sobre a série Lost. Já que estamos perto do fim, vou aproveitar o último ano de espera para comentar alguns aspectos interessantes sobre o seriado. Fiquem a vontade para uma visita à ilha:

sábado, 23 de maio de 2009
Postado por Luiz Alberto Junior às Sábado, Maio 23, 2009 1 viajantes dos limiares
Já que o assunto é...
X-Men (dir. Brian Singer): Projeto muito bem sucedido resgatou o
gênero dos super-heróis do buraco em que tinham sido jogados pelos péssimos filmes do Batman feitos por Joel Schumacher. Adaptaram a história de maneira séria, levando em frente a ótima discussão sobre preconceito e valorizando os personagens ao invés de ação gratuita. Poderia ser melhor, mas tem o seu mérito por ter aberto as portas para a adaptação de todos os outros filmes sobre heróis da Marvel. Compôs uma trilogia, sendo o segundo ótimo e o terceiro um pouco fraco.
Homem-Aranha (dir. Sam Raimi): Quem imaginava que iriam conseguir fazer o uniforme azul e
vermelho do Aranha aparecer na tela grande sem parecer ridículo. De cara esse já foi o primeiro mérito: o uniforme ficou ótimo, exatamente igual ao dos desenhos e quadrinhos, mas com detalhes que o modernizaram e o tornou visualmente convincente. Sam Raimi acertou em cheio, fez um filme muito fiel á origem do personagem, divertido, e que conquistou o público. A continuação foi excelente. Só não da para entender como conseguiu estragar tudo no terceiro filme.
Todos os outros da Marvel: Quarteto Fantástico, Motoqueiro Fantasma, Demolidor (razoáveis) Hulk e Homem de Ferro (o Hulk de Ang Lee é odiado pelo público mas adorado pela crítica, sendo o novo muito bom e Homem de Ferro ótimo)
Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas (Christopher Nolan): Já comentei ambos por aqui, portanto apenas um detalhe: embora a continuação leve o título de Cavaleiro das Trevas ela não é uma adaptação premiada da história de Frank Miller, que na verdade contava uma história sobre Batman após ter largado o manto do morcego.
Sin City (Robert Rodriguez): A melhor adaptação de uma história em quadrinhos. Meu argumento: Tudo o que está nas telas é exatamente igual ao que está no papel.
V de Vingança (James McTeigue): Excelente. Alterou várias seqüências do original, mas preservou a essência as partes mais importantes da história. Uma adaptação no sentido literal da palavra.
Constantine (Francis Lawrence) Um bom filme para quem não conhece os quadrinhos, mas uma adaptação muito irregular.
300 (Zack Snider): Caso raro onde o filme é melhor do que os quadrinhos. O original de Frank Miller impressionava pela arte, mas não era uma obra-prima. O filme conseguiu um efeito muito interessante justamente naquilo em que uma HQ é quase inexistente, a transição de uma imagem para outra.

Watchmen (Zack Snider): “É impossível adaptar Watchmen para as telas. Ele só faz sentido nos quadrinhos”. Snider conseguiu, fez o filme
que era inadaptável, extremamente fiel ao original, cuidadoso em todos os mínimos detalhes, as pequenas alterações são muito bem justificáveis, tem algumas ausências mas que devem aparecer na aguardada versão do diretor que contara com 3:40 min. de duração. Excelente para quem conhece os quadrinhos, ótimo para expectadores que não conhecem o mundo dos quadrinhos mas que assistem à um filme ativamente e ruim e confuso para quem assiste filmes para passar tempo.
Sandman (Eu). Este vai ser o melhor de todos.
Conclusão: Quanto mais fiel ao original melhor o filme é. O público engole o que Holywood quer, tudo depende do marketing, portanto não faz sentido deturpar as histórias para um formato comercial.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Postado por Luiz Alberto Junior às Quinta-feira, Março 12, 2009 2 viajantes dos limiares
Quem vigia os vigilantes?

Ambientada durante a guerra fria, o mundo vive uma grande tensão pela iminente guerra nuclear que paira sob o conflito entre Estados Unidos e a União Soviética. A história inicia com a morte do Comediante, um herói da velha guarda que servira o governo americano, mesmo após a lei que proibia a ação de vigilantes mascarados. Rorschach, um dos últimos vigilantes ainda em atividade vai investigar a morte do antigo companheiro e percebe que pode haver uma conspiração, alguém tentando eliminar os heróis mascarados. Ao longo da série vamos conhecendo o passado de todos os outros personagens e as tramas começam a se ligar de uma maneira muito complexa, de modo que se torna um grande quebra-cabeça.
Não apenas por tratar de assuntos como física quântica, teorias da relatividade, do caos e dos fractais, ou filosofia existencial e sociologia, mas a complexidade de Watchmen é atribuída principalmente a estrutura narrativa da história, a disposição simétrica dos quadros, o fantástico monólogo do Dr. Manhattan e sua consciência viajando pelo tempo na edição quatro, a contradição entre texto imagem na edição nove quando Rorschach é analisado pelo psicanalista e o seu profundo e amargo discurso justificando como se tornou um vigilante, enfim todo um universo ficcional construído com sutileza o bastante para convencer que tudo aquilo poderia acontecer no nosso mundo real.

quarta-feira, 11 de março de 2009
Postado por Luiz Alberto Junior às Quarta-feira, Março 11, 2009 2 viajantes dos limiares
"Otelo" de Shakespeare
Levantando uma discussão a respeito dos efeitos do ciúme, a narrativa expõe concepções que (por ingenuidade minha) me pareciam ser típicas do nosso tempo, como por exemplo, a relação entre rotina e o esfriamento da paixão, arma com a qual Iago pretende simular um desvirtuamento da amada de Otelo, Desdemona. Há ainda uma divertida cena envolvendo os efeitos que a bebida causa em um soldado e dos demônios que compõe um copo de vinho, que acaba servindo como alívio cômico para a peça mas revela também o conhecido humor do bardo inglês.
A história me parece tratar sobretudo sobre a possibilidade de até o mais astuto dos homens servir de vítima para o mais engenhoso plano de usurpação, o que demonstra um senso de fatalidade bastante intrigante.
Postado por Luiz Alberto Junior às Quarta-feira, Março 11, 2009 1 viajantes dos limiares
Elegia
A garota que eu mais amei na minha vida está morta. E embora eu ainda não tenha me dado conta disso, sei que este fato vai me transformar profundamente. Por enquanto ainda estou atônito, tentado digerir o que aconteceu, mas sinto uma angústia terrível (em parte por perceber nesses momentos o poço de egoísmo em que eu vivo).
Ela esta morta para mim da pior maneira. Ela está morta na lembrança. Derramei tantas lágrimas por ela no passado e nesta noite não derramei nenhuma. Mas ao poucos, conforme escrevo isso, eu me dou conta do quanto ela foi responsável na minha vida, e a idéia de que nunca mais a verei parece estar ficando mais palpável.
“Sem fotografias, o que me resta de você são aqueles bilhetinhos escritos em tinta verde dizendo que você me ama, o nosso primeiro beijo, a tarde que passamos juntos, o filme chato que te levei para assistir. As minhas infantis tentativas de lhe provar seja lá o quê. Tantos dias da minha vida tentando resolver a situação em que me envolvi por ter te conhecido, tantos pensamentos, tanta dor, para que ao final tudo tivesse uma resolução definitiva, impossível de voltar atrás. E talvez, nas poucas vezes que nós nos encontramos após aqueles anos eu me sentia confortável por no fundo saber que ainda tínhamos muita coisa para viver e quem sabe poderíamos rir juntos daqueles tempos passados. Agora não dá mais. As chances que eu tive de me reaproximar de você eu deixei passar e lamentar sobre isso não faz sentido. Eu só lamento que o seu fim tenha sido tão triste. Mas ainda vou descobrir onde você está, para lhe dizer adeus.”
Postado por Luiz Alberto Junior às Quarta-feira, Março 11, 2009 1 viajantes dos limiares
O medo de fechar os olhos
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Postado por Luiz Alberto Junior às Segunda-feira, Setembro 15, 2008 4 viajantes dos limiares













